Curricula, Gestão do Conhecimento e Pesquisa

Versão Inicial do Conceito de Gestão do Conhecimento

Posted on: 21 de agosto de 2005

A “explosão” de informação precisa ser analisada, para que sejam selecionados dados e informações corretas e organizados de modo a ter como principal aliada a “revolução” digital, a fim de ter os recursos tecnológicos a favor do gestor da informação e do conhecimento. As palavras explosão e revolução utilizadas no sentido conotativo têm como finalidade dar uma idéia de disparos e espalhafatos em um ciclo ou período determinado pela configuração da sociedade.

            Na atual conformação, o conhecimento é o recurso econômico mais precioso e utilizado como elemento de competição entre nações, assim como, está inserido em corporações e instituições que tenham como objetivo o crescimento. Dessa forma, o conhecimento pertence ao humano, não à tecnologia. O gestor do conhecimento deve, portanto, gerir pessoas e contextos com as devidas intervenções orientadas em objetivos concretos e verossímeis, que poderão ter a tecnologia como extensão para a ampliação do ambiente informacional.

            A Gestão do Conhecimento tem como centro a “homenização” e a gestão de comportamento em redes, em equipes e em comunidades, que altera a formação da cultura informacional. Os principais impedimentos para uma gestão do conhecimento são os “regimes feudais”  – remissivos a Idade Média pelo poder econômico e social exercido – em que os palácios “informacionais” são trancados com chaves e ninguém está do lado de dentro fechado, ou seja, há a exclusão do outro e o acorrentamento tecnológico, obstáculo à gestão.

            Na corporação a palavra Capital Intelectual está presente na Gestão do Conhecimento, como mais um operacional para ser utilizado economicamente. Implicitamente é imposto aos gestores nas empresas o exercício das habilidades econômicas, da criatividade, da iniciativa e da inovação. Na academia, o “giro” do conhecimento sistematizado é ínfimo, assim, todo o conhecimento produzido não é devolvido para a sociedade e a Gestão do Conhecimento nas faculdades e universidades não se caracteriza como principal foco de gestões bem sucedidas.

             O produto da Gestão do Conhecimento é a qualidade em diferentes culturas, de modo sistematizado e registrado. A capacidade de organizar e atender de maneira efetiva e criativa as solicitações do mercado, como, fornecedores, beneficiários diretos e indiretos e da própria sociedade. O espaço de tempo é muito pequeno e as ações são muitas e devem ser registradas, tal qual, o investimento e parcerias envolvidos nos processos para a execução de projetos.

            A “pertença” na Gestão do Conhecimento é feita por afinidades momentâneas ou duradouras com interesses econômicos. As parcimônias são feitas visando aumentar o valor do indivíduo com “olhos” na criação de ativos de conhecimento. A obtenção dos resultados com investimentos em conhecimento exige uma lógica contextualizada para a sistematização da cultura organizacional, a fim de permitir o “livre” percurso do conhecimento – se houver a existência de um livre fluxo, sem sentimento de pertencimento, sem intencionalidade e sem neutralidade.

            Sendo assim, a Gestão do Conhecimento deve ser situada em cada contexto, registrada e sistematizada e com a utilização de “ferramentas” que sejam efetivos recursos para a gestão, uma extensão do humano. A mudança preconizada deve ser “atitudinal”, comportamental e estratégica, para que haja compartilhamento entre humanos, por meio dos recursos tecnológicos e por meio de “ferramentas” de gestão, como comunidades, pois o valor da agilidade é fator “sine qua non para a perfeita adequação  na sociedade atual.

            Logo, nesse modelo, a tecnologia é um dos artefatos para a Gestão do Conhecimento e não residem na máquina os processos de transformações que deverão ser feitos pelos homens e mulheres responsáveis pela gestão. A gestão de pessoas e a gestão de contextos deverão ser feitas por mãos artistas que não pensem em formatos, porém em sistematizações.

 

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Escrito por Neli Maria Mengalli, em 21 de agosto de 2005, como atividade para reflexão na disciplina LP: NTE: Gestão do Conhecimento em Projetos em Educação a Distância e de Pesquisa.

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