Curricula, Gestão do Conhecimento e Pesquisa

Elementos Definidos para a Caracterização de Comunidades de Prática (CoP)

Posted on: 12 de janeiro de 2007

Três  são os elementos que caracterizam uma Comunidade de Prática (CoP):

Elementos Definidos para































a Caracterização das Comunidades de Prática (CoP)

O ponto de intersecção entre os elementos é a Comunidade de  Prática (CoP), que para obter sucesso necessita que os participantes e a  organização a reconheçam como fonte de construção e gestão de conhecimento. No  entanto faz-se mister a interação com outras pessoas para trocar experiências  no intento de buscar resultados para o domínio que os “conectou”.

A necessidade é que une os membros, junta pessoas  que, quiçá, jamais se “encontrariam”; provoca desafios, acopla interesses, resolve  problemas específicos; estende-se além dos limites da organização; tem uma ecologia  da informação; utiliza tecnologias; versa em desenvolvimento pessoal e de  aprendizado conjunto; tem um ciclo vital; número variável de membros  participativos; a relação deve ter como base a confiança, a contribuição e o  voluntarismo. Segundo Wenger, existem três peculiaridades para que o indivíduo  integre uma Comunidade de Prática (CoP): empreendimento comum ,  envolvimento mútuo e repertório compartilhado (Wenger, 1998).

Todas essas características aliadas à prática na  construção de significados e re-significados que são negociados e re-negociados  a todo o momento no ciclo da comunidade, bem como as práticas tratadas na  esfera da Comunidade de Prática (CoP). Os elementos que têm de ser vistos e re-vistos  são a prática e a dualidade da participação e da reificação .

Elementos Implícitos nas































Comunidades de Prática (CoP) 

O “confronto” entre a participação e a reificação pode  alterar paradigmas por meio de processos de negociação e re-negociação, dessa  forma significar e re-significar ganha “status” para caracterizar a prática.  Além do envolvimento, a responsabilidade em relação às práticas pode definir a  identidade da comunidade, a cada partícipe é verificado o saber de gerir  conflitos, a fim de reconhecer os diversos níveis de participação e de  pertencimento. Tudo isso produz um movimento de aproximação ou distanciamento  do núcleo: Comunidade de Prática (CoP), realimentando a prática através da  interação e do aprendizado.

Embora a coerção seja negada, é possível verificá-la  nas ideologias, na hegemonia, no conhecimento de mundo, na leitura da palavra e  do mundo, bem como nas experiências, nas vivências e nos conhecimentos prévios.  Tajra inclui elementos importantes em uma comunidade, tais como: estimular a  troca, respeitando os valores pré-estabelecidos; ação conjunta incitando ações  espontâneas; ganhos recíprocos; desequilíbrios com força de oportunidades de  construção e gestão do conhecimento (Tajra, 2002).

Entendimento em relação aos propósitos da comunidade.

A interação com a finalidade de estreitar laços que os unem.

Compreender a dinâmica da comunidade e identificar-se com ela.

Reificação, segundo Wenger (1998), é utilizada como “transformar em algo”. Pode  ser encontrada em dicionários como a transformação de uma abstração em algo  real, um material sólido, visível ou palpável.

Texto escrito em setembro de 2004.

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