Curricula, Gestão do Conhecimento e Pesquisa

Princípios Essenciais das Comunidades de Prática (CoP)

Posted on: 12 de janeiro de 2007

Comunidades  de Prática (CoP), em muitos casos, relacionam-se com a Gestão do Conhecimento,  pois são compostas por pessoas que têm interesses comuns partilhados no  aprendizado e na aplicação de uma prática semelhante, ou seja, uma comunidade  que tem como principal matéria-prima a informação, os dados e o conhecimento –  tácito e explícito – que necessita ser gerido para que haja um aprendizado  próprio e do agrupamento.

O  propósito pode ser uma execução de um trabalho, o que mantém os membros unidos  em um sentido uno de uma necessidade real de “desfrutar” das informações dos  outros e contribuir com dados para que seja “gestado” o conhecimento.

É um termo –  Comunidade de Prática (CoP) – que se refere à maneira como as pessoas trabalham  em conjunto, como se associam as outras de modo natural, como utilizam a  criatividade para resolver problemas emergidos dos propósitos da criação e das  habilidades de recriar modos melhores e mais ágeis de decidir a respeito dos  compromissos de trocas.

Uma distinção é feita  por Wenger , as Comunidades de Prática  (CoP) não são equipes ou redes informais, são agrupamentos de pessoas que  aprendem juntas como trabalhar as informações pelas quais há um interesse próprio  (Wenger, 1998).

Em uma sociedade  pós-capitalista, o conhecimento é um capital essencial e pessoas se unem com  interesses similares para compartilhar informações e vivências, a fim de gerir  conhecimento para trabalhar objetivos estabelecidos. As Comunidades de Prática  (CoP) são formas de agrupamentos de pessoas que buscam soluções para atingirem  metas, através da colaboração, membros se reúnem para discutir questões sobre  assuntos relevantes ou resolver dificuldades de componentes da comunidade ou  ainda trocar experiências a respeito de um tema em questão (Wenger &  Snyder, 2000).

O local dos encontros  pode ser síncrono, assíncrono, multissíncrono ou presencial, todavia é  importante que propicie uma rápida solução dos problemas complexos ou que  facilite a interação em busca de melhores práticas, sem a exigência e imposição  de rígidos horários para encontros ou metodologias de trabalho.

  “A  community of practice is not just an aggregate of people defined by some  characteristic. The term is not a synonym for group, team, or network” (p. 74).

 
   

Texto escrito em setembro de 2004.

 

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